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title: "Mapa de empatia: o que é, como fazer e template gratuito"
date: 2024-07-05T17:10:58Z
modified: 2026-08-18T15:06:27Z
permalink: "https://camaraux.com.br/mapa-de-empatia/"
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excerpt: O mapeamento de empatia é uma ferramenta essencial no design thinking, permitindo às equipes de UX visualizar e compreender as atitudes e comportamentos dos usuários. Este artigo detalha o que é um mapa de empatia, como ele é estruturado, e os benefícios de usá-lo no seu processo de design. Além disso, oferece um guia passo a passo para a criação de mapas de empatia, ajudando a alinhar a equipe e a identificar as necessidades dos usuários de maneira profunda e significativa.
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  - UX Research & Métodos
rank_math_title: "Mapa de empatia: o que é, como fazer + template"
rank_math_description: Entenda o que é mapa de empatia, como preencher com dados de pesquisa, diferenças entre versões e baixe templates gratuitos para UX.
rank_math_focus_keyword: Mapa de Empatia,Design Thinking
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featured_image_alt: Pessoa sentada em meditação diante de um grande mapa com rosto e coração no Design Thinking
author: Lucas Camara
timestamp: 2026-08-18T15:06:27Z
tags:
  - UX Research & Métodos
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**Mapa de empatia** é uma visualização colaborativa usada para organizar o que uma equipe sabe — e o que ainda não sabe — sobre determinado usuário ou segmento. Em UX, ele ajuda a sintetizar evidências sobre o que as pessoas dizem, fazem, pensam e sentem, criando um entendimento compartilhado que pode orientar novas perguntas de pesquisa e decisões de produto.

O mapa não serve para “entrar na cabeça do usuário”. Os quadrantes devem ser preenchidos com evidências de pesquisa e interpretações claramente identificadas. Quando não há dados suficientes, as lacunas e suposições também precisam ficar visíveis.



Mapa de empatia parece uma ferramenta simples: desenhar alguns quadrantes, colocar post-its e discutir o usuário. Justamente por ser simples, porém, é fácil transformar o exercício em uma coleção organizada de opiniões da própria equipe.

O valor aparece quando o canvas funciona como uma **síntese de evidências**. Citações vêm de entrevistas, comportamentos vêm de observação, emoções precisam de contexto e inferências devem permanecer distinguíveis daquilo que realmente foi observado.

Se você ainda está escolhendo qual técnica de pesquisa utilizar, comece pelo guia de [métodos de pesquisa UX](https://camaraux.com.br/wp-content/uploads/wp-mfa-exports/post/metodos-de-pesquisa-ux.md). O mapa de empatia é principalmente um instrumento de síntese e alinhamento dentro desse processo.

## O que é mapa de empatia?

Um mapa de empatia é uma visualização colaborativa que externaliza aquilo que sabemos sobre determinado tipo de usuário. Ele permite reunir evidências e interpretações em uma estrutura visual para que diferentes pessoas da equipe consigam discutir o usuário a partir de uma referência comum.

O Nielsen Norman Group define empathy mapping justamente como uma forma de criar entendimento compartilhado das necessidades do usuário e apoiar decisões. Em sua versão clássica, o mapa possui quatro áreas ao redor do usuário: **Diz, Pensa, Faz e Sente**.

Consulte a referência original do [Nielsen Norman Group sobre Empathy Mapping](https://www.nngroup.com/articles/empathy-mapping/).

A história da ferramenta é um pouco mais interessante do que simplesmente atribuí-la a uma única pessoa. A XPLANE relata que, em meados dos anos 2000, seu então diretor de criação Scott Matthews utilizava desenhos chamados de _big heads_ para representar pessoas investigadas durante processos de discovery. Dave Gray posteriormente ajudou a refinar essas ideias no formato do Empathy Map publicado em 2010 no livro _Gamestorming_, escrito com Sunni Brown e James Macanufo.

A própria [XPLANE documenta a origem e evolução do Empathy Map](https://xplane.com/the-empathy-map-a-human-centered-tool-for-understanding-how-your-audience-thinks/).

### Vídeo: como funciona um mapa de empatia na prática

Se você prefere uma explicação visual, neste vídeo Frank Spillers, da Experience Dynamics, apresenta o conceito de empathy mapping e reforça a diferença entre usar o mapa apenas como brainstorming e construí-lo a partir de observações e entrevistas com usuários.



Empathy Mapping explicado por Frank Spillers, da Experience Dynamics.## Existem mapas de empatia com 4 ou 6 partes?

**Existem diferentes versões do mapa de empatia.** Por isso você pode encontrar templates aparentemente diferentes e todos serem chamados pelo mesmo nome.

O modelo utilizado pelo Nielsen Norman Group mantém quatro quadrantes principais:



| Quadrante | O que representa | Evidência desejável |
| --- | --- | --- |
| **Diz** | O que a pessoa verbaliza | Citações de entrevistas, testes e outros estudos |
| **Pensa** | O que pode estar ocupando seus pensamentos | Interpretações sustentadas pela pesquisa e pelo contexto |
| **Faz** | Ações e comportamentos | Comportamento observado |
| **Sente** | Estado emocional associado à experiência | Relatos, expressões e contexto observado |

A evolução utilizada pela XPLANE trabalha um contexto mais amplo. Antes de preencher o mapa, a equipe estabelece **com quem está tentando criar empatia** e **o que essa pessoa precisa fazer**. O canvas também pode explorar aquilo que a pessoa vê e ouve em seu ambiente, o que diz e faz, o que pensa e sente e quais dores e ganhos aparecem.

Não existe motivo para transformar as duas versões em uma disputa sobre qual é “a correta”. O formato deve servir à pergunta que você precisa organizar.



| Necessidade | Estrutura que pode funcionar melhor |
| --- | --- |
| Sintetizar rapidamente entrevistas ou estudos qualitativos | Diz, Pensa, Faz e Sente |
| Explorar também ambiente e influências externas | Versão ampliada da XPLANE |
| Identificar lacunas de pesquisa | Qualquer versão, desde que evidência e hipótese sejam separadas |
| Criar alinhamento rápido entre integrantes da equipe | Versão simples de quatro quadrantes |
| Explorar um papel organizacional ou contexto complexo | Canvas ampliado com WHO/DO, ambiente, dores e ganhos |

O mais importante não é quantos quadrantes existem. É saber **de onde veio cada informação colocada neles**.

## Mapa de empatia não é uma ferramenta para adivinhar o usuário

É comum encontrar exercícios em que uma equipe entra em uma sala e começa a preencher aquilo que “acha” que o usuário pensa, sente, vê e ouve.

Isso pode ser útil para tornar suposições visíveis. Mas uma suposição documentada ainda é uma suposição.

Quando existe pesquisa, diferencie três tipos de informação:



| Tipo | Exemplo | Como tratar |
| --- | --- | --- |
| Evidência direta | “Eu sempre confiro o valor antes de confirmar.” | Registrar a citação e sua origem |
| Comportamento observado | P04 voltou duas vezes para revisar o valor | Registrar o acontecimento e contexto |
| Inferência | A pessoa parece insegura antes da confirmação | Manter como interpretação a ser sustentada ou investigada |
| Hipótese do time | Usuários provavelmente têm medo de cometer um erro irreversível | Marcar explicitamente como hipótese |

Essa separação é especialmente importante nos quadrantes **Pensa** e **Sente**. Não conseguimos ler diretamente o pensamento de uma pessoa. O que fazemos é interpretar evidências produzidas por entrevistas, observação e outros métodos.

Um quadrante vazio também é informação. O Nielsen Norman Group destaca que áreas sem evidências podem indicar justamente onde mais pesquisa é necessária.

## Quando usar um mapa de empatia em UX?

O mapa funciona melhor quando existe uma necessidade real de **sintetizar conhecimento sobre pessoas e criar entendimento compartilhado**.



| Situação | Como o mapa pode ajudar |
| --- | --- |
| Depois de entrevistas | Organizar falas, comportamentos e interpretações |
| Depois de estudos de campo | Sintetizar contexto e comportamentos observados |
| No início de discovery | Tornar conhecimento e lacunas da equipe visíveis |
| Antes de criar ou revisar personas | Consolidar padrões encontrados entre pessoas semelhantes |
| Durante o onboarding de uma equipe | Comunicar rapidamente o que já sabemos sobre usuários |
| Ao surgir conflito de interpretação | Voltar às evidências que sustentam diferentes percepções |
| Antes de planejar uma nova rodada de Research | Identificar o que ainda não sabemos |

Ele não precisa existir em todos os projetos. Se a equipe já consegue responder à decisão usando evidências organizadas de outra maneira, criar um canvas apenas porque “faz parte do Design Thinking” adiciona cerimônia sem necessariamente adicionar conhecimento.

## Que pesquisas podem alimentar um mapa de empatia?

O Nielsen Norman Group associa empathy mapping principalmente a dados qualitativos, incluindo entrevistas, estudos de campo, estudos de diário, sessões de escuta e surveys qualitativos.

Na CamaraUX, uma fonte particularmente útil para esse trabalho é a [entrevista com usuários](https://camaraux.com.br/wp-content/uploads/wp-mfa-exports/post/entrevista-com-usuarios.md), porque permite preservar citações, contexto, acontecimentos anteriores e interpretações com rastreabilidade.

[Testes de usabilidade](https://camaraux.com.br/wp-content/uploads/wp-mfa-exports/post/implementando-testes-de-usabilidade-guia-completo.md) também podem contribuir quando o mapa trata de uma experiência de uso específica. Nesse caso, diferencie aquilo que o participante verbalizou daquilo que foi efetivamente observado durante a tarefa.

Dados quantitativos, analytics e registros de suporte podem complementar o contexto, mas não devem ser utilizados para atribuir automaticamente pensamentos ou emoções a uma pessoa.

## Como fazer um mapa de empatia passo a passo

### 1. Defina quem e qual situação será mapeada

Evite começar com “nosso cliente”. Defina uma pessoa, papel ou segmento suficientemente específico e escolha o contexto que está sendo analisado.

Por exemplo:

**Gestor financeiro de uma pequena empresa tentando aprovar um pagamento urgente pelo celular.**

Esse escopo é muito mais útil que simplesmente “gestor financeiro”, porque pensamentos, emoções e comportamentos mudam conforme a situação.

Se públicos diferentes possuem necessidades ou comportamentos substancialmente diferentes, crie mapas separados.

### 2. Defina o objetivo do exercício

Antes de preencher qualquer quadrante, responda:

**Que decisão ou pergunta este mapa precisa ajudar a esclarecer?**

O objetivo pode ser sintetizar uma rodada de entrevistas, preparar a criação de uma persona, comunicar pesquisa ao time ou identificar o que ainda precisa ser investigado.

### 3. Reúna as evidências antes do workshop

Separe notas, citações, acontecimentos observados, transcrições e outros materiais relevantes.

Não dependa apenas da memória de quem participou da pesquisa. Um mapa útil precisa permitir que o time volte à origem de uma afirmação importante.

### 4. Preencha primeiro individualmente

Em uma atividade colaborativa, permita que cada pessoa leia as evidências e produza suas notas antes da discussão em grupo.

Esse processo reduz a chance de a primeira opinião apresentada definir a interpretação de todos os demais participantes.

O processo descrito pelo Nielsen Norman Group também começa com geração individual de notas antes da convergência da equipe.

### 5. Organize as notas nos quadrantes

Use os quadrantes como estímulos para analisar dimensões diferentes do usuário, não como caixas rígidas.

Se determinada informação parecer caber em duas áreas, escolha aquela que ajuda mais a discussão. O objetivo do mapa é ampliar a compreensão, não criar uma taxonomia perfeita.

### 6. Agrupe padrões

Depois que as notas estiverem visíveis, procure temas recorrentes e agrupe informações relacionadas.

Em vez de terminar com 40 post-its independentes, você pode descobrir temas como:

- necessidade de confirmação antes de ações irreversíveis;
- dependência de colegas para decisões;
- desconfiança em informações automatizadas;
- uso de ferramentas paralelas para conferir dados;
- ansiedade quando não há feedback do sistema.

Os temas são uma síntese da pesquisa; não apague os dados originais que permitiram chegar até eles.

### 7. Procure contradições

Uma das partes mais interessantes de um mapa está nas diferenças entre quadrantes.

Uma pessoa pode dizer:

> “Eu confio nesse sistema.”

e, ao mesmo tempo, ser observada copiando os valores para uma planilha antes de confirmar cada operação.

A resposta não é concluir imediatamente que ela “mentiu”. A contradição cria uma nova pergunta: **em que exatamente essa pessoa confia e por que ainda sente necessidade de conferir os dados?**

O Nielsen Norman Group destaca justamente essas inconsistências entre Says, Thinks, Does e Feels como oportunidades para aprofundar a compreensão.

### 8. Identifique lacunas de conhecimento

Depois de organizar o mapa, marque perguntas que permanecem sem evidência suficiente.

Por exemplo:

- Sabemos por que a pessoa verifica esse valor?
- Isso acontece com usuários experientes e iniciantes?
- O comportamento também aparece no desktop?
- Qual informação gera maior insegurança?
- Esse problema acontece sempre ou apenas em operações de maior valor?

Agora o mapa deixa de ser apenas documentação e começa a informar a próxima rodada de UX Research.

### 9. Transforme o mapa em decisões e novas perguntas

Não transforme cada post-it diretamente em funcionalidade.

Um fluxo melhor é:

**evidência → padrão → necessidade ou problema → pergunta → hipótese de solução → validação.**

O mapa pode revelar que pessoas não confiam em determinado resultado. Isso não significa automaticamente “adicionar um modal”. Primeiro precisamos entender que informação está faltando e qual mudança realmente reduz a incerteza.

### 10. Registre data, segmento e fontes

Um mapa de empatia não deveria parecer uma verdade permanente sobre o usuário.

Registre pelo menos o público ou pessoa representada, cenário, objetivo, data ou versão e pesquisas utilizadas como fonte.

À medida que novas evidências surgirem, atualize ou invalide informações antigas. O próprio NN/g recomenda manter empathy maps vivos e revisá-los conforme a pesquisa evolui.

## Como preencher Diz, Pensa, Faz e Sente?

### Diz

Registre aquilo que a pessoa efetivamente verbalizou. Quando possível, preserve citações literais e a origem.

**Exemplo:** “Eu sempre confiro duas vezes antes de confirmar porque já tive um problema com isso.”

Evite transformar a fala em uma paráfrase genérica como “usuário tem medo”. A interpretação pode vir depois.

### Pensa

Registre pensamentos sugeridos pelas evidências e pelo contexto da pesquisa. Como não temos acesso direto à mente da pessoa, trate inferências com o nível de certeza adequado.

**Exemplo:** “Talvez eu precise conferir antes de confiar nesse resultado.”

Se isso for uma interpretação da equipe e não uma fala do participante, deixe a diferença explícita.

### Faz

Registre comportamentos observáveis.

**Exemplo:** abre uma segunda tela para comparar o valor antes de confirmar a operação.

Esse quadrante é particularmente útil para identificar diferenças entre comportamento observado e discurso.

### Sente

Registre o estado emocional associado à situação e inclua contexto.

Prefira:

**“Inseguro ao confirmar porque não sabe se a operação poderá ser desfeita.”**

em vez de apenas:

**“Inseguro.”**

## Mapa individual ou mapa agregado?

Um mapa pode representar uma única pessoa ou sintetizar várias pessoas com características comportamentais relevantes em comum.



| Tipo | Origem | Uso |
| --- | --- | --- |
| Individual | Uma entrevista, diário ou estudo de uma pessoa | Preservar nuances e compreender um caso em profundidade |
| Agregado | Vários participantes de um mesmo segmento | Sintetizar temas recorrentes e diferenças relevantes do grupo |

O mapa agregado não deve ser produzido simplesmente misturando participantes muito diferentes. Primeiro verifique se existe uma justificativa para tratá-los como parte do mesmo segmento.

Segundo o Nielsen Norman Group, mapas agregados podem inclusive funcionar como uma etapa inicial para criação de personas quando sintetizam padrões encontrados em participantes semelhantes.

## Mapa de empatia, persona e jornada do usuário são diferentes



| Artefato | Pergunta principal | Estrutura |
| --- | --- | --- |
| Mapa de empatia | O que sabemos sobre a perspectiva dessa pessoa ou segmento neste contexto? | Diz, pensa, faz, sente e/ou dimensões ampliadas |
| Persona | Que padrões relevantes caracterizam este grupo de usuários? | Arquétipo sustentado por pesquisa |
| Jornada do usuário | Como a experiência acontece ao longo de etapas para alcançar determinado objetivo? | Sequência temporal de ações, touchpoints, necessidades e experiências |

O mapa de empatia **não é cronológico**. Ele oferece uma visão do usuário em torno de determinado contexto. Uma jornada, por outro lado, acompanha uma experiência ao longo do tempo.

Veja também [como criar personas em UX](https://camaraux.com.br/wp-content/uploads/wp-mfa-exports/post/como-criar-user-persona-ux-design.md) e [como criar um mapa da jornada do usuário](https://camaraux.com.br/wp-content/uploads/wp-mfa-exports/post/mapeamento-de-jornadas-do-usuario.md).

## Exemplo de mapa de empatia preenchido

Imagine um estudo hipotético sobre **gestores financeiros que precisam aprovar pagamentos urgentes pelo celular**. Depois de entrevistas e observação, a equipe poderia organizar evidências desta maneira:



| Quadrante | Exemplo |
| --- | --- |
| Diz | “Antes de confirmar eu sempre confiro o beneficiário e o valor.” |
| Pensa | Interpretação: um erro pode ter consequências difíceis de reverter |
| Faz | Alterna entre o aplicativo e uma mensagem recebida para conferir os dados |
| Sente | Inseguro no momento da confirmação quando o sistema não resume claramente a operação |

O finding não deveria ser automaticamente “precisamos de uma tela nova”.

Uma interpretação mais útil seria:

**antes de concluir uma operação de maior responsabilidade, participantes procuram sinais adicionais de confirmação e controle.**

A partir daí, a equipe pode investigar quais informações são realmente necessárias, criar hipóteses de solução e validar as alternativas.

## Erros comuns ao criar mapas de empatia



| Erro | Problema | Como melhorar |
| --- | --- | --- |
| Preencher tudo com opinião do time | Suposições passam a parecer evidência | Identifique a fonte ou marque como hipótese |
| Tentar “adivinhar” o que a pessoa pensa | Inferências são apresentadas como fatos | Conecte interpretação à pesquisa |
| Misturar públicos muito diferentes | O mapa perde especificidade | Crie mapas separados quando necessário |
| Não definir contexto | O usuário se torna um personagem genérico | Mapeie uma situação ou objetivo concreto |
| Transformar post-it em feature | Pula da evidência diretamente para uma solução | Sintetize necessidade e problema primeiro |
| Apagar divergências | Casos importantes desaparecem na síntese | Preserve outliers e investigue diferenças |
| Tratar o mapa como documento definitivo | Conhecimento antigo continua orientando decisões | Inclua data, fontes e revisão |
| Criar o canvas e nunca mais usá-lo | O artefato vira decoração | Conecte o mapa a perguntas e decisões reais |

## Template de mapa de empatia gratuito em português

Se você chegou até aqui procurando um **template de mapa de empatia para preencher, imprimir ou usar em um workshop**, disponibilizo abaixo uma versão em português (PT-BR) em dois formatos: PDF e imagem.

O template pode ser usado como apoio em entrevistas, workshops de síntese, definição de personas, discovery e outras atividades de UX Research. Antes de preencher, lembre-se de separar evidências reais, interpretações e hipóteses da equipe.

[![Template de mapa de empatia em português para preencher em pesquisas e workshops de UX](https://camaraux.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Template-mapa-de-empatia-para-UX-em-portugues-pt-br-gratis.webp)

](https://camaraux.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Template-mapa-de-empatia-para-UX-em-portugues-pt-br-gratis.webp)Template de mapa de empatia em português (PT-BR) para pesquisas, workshops e atividades de UX.[Baixar template em PDF](https://camaraux.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Template-mapa-de-empatia-para-UX-em-portugues-pt-br.webp.pdf)

[Baixar template em JPG](https://camaraux.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Template-mapa-de-empatia-para-UX-em-portugues-pt-br-gratis.webp)



### Como usar o template

Você pode imprimir o PDF para uma sessão presencial ou utilizar a imagem em ferramentas como FigJam, Miro, Figma ou outro quadro colaborativo. Defina primeiro quem está sendo mapeado e em qual contexto, reúna as evidências disponíveis e só então comece a preencher o canvas.

Evite preencher todos os campos apenas para deixar o mapa “completo”. Quando não houver evidência suficiente sobre determinada dimensão, registre a lacuna. Ela pode indicar justamente o que precisa ser investigado em uma próxima [entrevista com usuários](https://camaraux.com.br/wp-content/uploads/wp-mfa-exports/post/entrevista-com-usuarios.md) ou outra etapa de pesquisa.

### Outros templates de referência

Se quiser comparar formatos, duas das principais referências do método também disponibilizam seus próprios materiais:

- [Template de Empathy Mapping do Nielsen Norman Group](https://media.nngroup.com/media/articles/attachments/Empathy_Mapping_Poster_A4-compressed.pdf), baseado na estrutura Diz, Pensa, Faz e Sente.
- [Empathy Map Worksheet da XPLANE](https://xplane.com/worksheet/empathy-map-worksheet/), com a versão ampliada do canvas.

Não existe necessidade de escolher um formato apenas porque ele possui mais campos. Escolha o template que melhor ajuda a organizar a pergunta, o contexto e as evidências da sua pesquisa.

## Como transformar o mapa em algo útil para produto

O resultado mais importante de um mapa de empatia não é o arquivo final.

É a capacidade de fazer uma equipe distinguir:

**o que sabemos → como sabemos → o que estamos interpretando → o que ainda não sabemos → o que precisamos decidir ou pesquisar em seguida.**

Quando essas camadas estão claras, o mapa funciona como um ponto de conexão entre Research e decisão de produto. Quando não estão, ele corre o risco de apenas organizar suposições em post-its coloridos.

Depois do mapeamento, o próximo passo pode ser uma nova [entrevista com usuários](https://camaraux.com.br/wp-content/uploads/wp-mfa-exports/post/entrevista-com-usuarios.md), um [teste de usabilidade](https://camaraux.com.br/wp-content/uploads/wp-mfa-exports/post/implementando-testes-de-usabilidade-guia-completo.md), uma persona baseada em padrões ou outra técnica de Research. A escolha depende da dúvida que permaneceu.

Para comparar essas opções, consulte o guia de [métodos de pesquisa UX](https://camaraux.com.br/wp-content/uploads/wp-mfa-exports/post/metodos-de-pesquisa-ux.md).

Se sua equipe precisa estruturar pesquisas, sintetizar evidências ou transformar conhecimento sobre usuários em decisões de produto, conheça também a [consultoria de UX da CamaraUX](https://camaraux.com.br/wp-content/uploads/wp-mfa-exports/page/consultoria-de-ux.md).

## Referências e fontes

- Nielsen Norman Group. [Empathy Mapping: The First Step in Design Thinking](https://www.nngroup.com/articles/empathy-mapping/). Publicado em 2018 e revisado em julho de 2026.
- XPLANE. [The Empathy Map: A Human-Centered Tool for Understanding How Your Audience Thinks](https://xplane.com/the-empathy-map-a-human-centered-tool-for-understanding-how-your-audience-thinks/).
- XPLANE. [Empathy Map Worksheet](https://xplane.com/worksheet/empathy-map-worksheet/).
- Gray, D.; Brown, S.; Macanufo, J. _Gamestorming: A Playbook for Innovators, Rulebreakers, and Changemakers_. O’Reilly Media, 2010.

## Topics

**Categorias:** [UX Research & Métodos](https://camaraux.com.br/wp-content/uploads/wp-mfa-exports/taxonomy/category/ux-research-metodos.md)