Contexto
O texto do botão é parte da orientação da tarefa. Ele precisa dizer o que a pessoa fará ou o resultado que obterá, sem obrigá-la a adivinhar o efeito de uma ação genérica. Em um formulário, por exemplo, Salvar alterações informa mais do que Enviar; em um fluxo de compra, Continuar para o pagamento informa mais do que Continuar.
Um rótulo curto não precisa ser vago. A melhor escolha depende do contexto visível, da etapa, do objeto afetado e das outras ações disponíveis na mesma tela.
Escreva o rótulo para responder rapidamente: “o que acontece quando eu aciono este botão?”. Comece com um verbo de ação, como Salvar, Buscar, Baixar, Cadastrar, Excluir ou Continuar.
Nomeie o objeto ou destino quando houver ambiguidade, usando textos como Salvar alterações, Baixar relatório ou Continuar para o pagamento. Descreva o resultado real, e não apenas a mecânica técnica: prefira Cadastrar-se a Enviar quando o efeito for criar uma conta.
Diferencie ações parecidas no mesmo grupo. Prefira Salvar rascunho e Publicar em vez de dois botões com Salvar.
Use sentence case e mantenha o texto curto, retirando palavras que não ajudam a decidir. Reutilize os mesmos termos usados no título, na instrução e no feedback da etapa.
Preserve a essência do rótulo visível no nome acessível. Se houver repetição, acrescente o objeto para distinguir os controles.
Teste o botão fora do contexto ideal, em uma lista de nomes, com leitor de tela, zoom, teclado e reconhecimento de fala.
Regra prática
Se a pessoa consegue prever o resultado sem precisar ler o parágrafo inteiro da tela, o rótulo provavelmente está no caminho certo. Se ela precisa perguntar “enviar o quê?” ou “continuar para onde?”, acrescente o objeto ou destino.
Porque isso importa?
Rótulos genéricos transferem para a pessoa o trabalho de interpretar o fluxo. Isso pode aumentar a hesitação, dificultar a comparação entre ações e levar a uma escolha errada. Em controles repetidos, Editar ou Excluir sem o objeto também pode ser insuficiente para quem navega pela lista com um leitor de tela.
O texto ainda participa do nome acessível do controle. Quando o nome visível e o nome programático divergem, pessoas que usam reconhecimento de fala ou leitor de tela podem não identificar o mesmo comando. Quando o botão descreve a ação e seu resultado, a interface fica mais previsível para diferentes formas de acesso.
Quando usar?
- Quando o botão inicia uma ação ou muda de etapa.
- Quando o resultado da ação pode ser dito em poucas palavras.
- Quando há duas ou mais ações próximas que precisam ser diferenciadas.
- Quando o fluxo contém etapas como salvar, revisar, pagar ou publicar.
- Quando o nome precisa funcionar também fora do contexto visual imediato.
Quando evitar?
- Evite
Ação,Clique aquie rótulos sem significado. - Evite
Enviarquando o efeito puder ser nomeado. - Evite
Continuarsem destino claro em fluxos longos. - Evite perguntas, slogans e pontuação decorativa.
- Evite transformar cada botão em uma frase explicativa.
- Evite trocar o termo do botão sem trocar o termo usado no restante do fluxo.
Recomendações
Faça
- Comece com um verbo.
- Nomeie o resultado.
- Use termos do fluxo.
- Diferencie ações próximas.
- Mantenha o rótulo curto.
- Teste sem contexto extra.
Evite
- Usar
Ação. - Usar
Clique aqui. - Esconder o destino.
- Repetir
Enviarsem explicar. - Escrever slogans.
- Usar só símbolos.