Contexto
Conteúdos gerados ou transformados por IA podem aparecer ao lado de textos, dados e decisões produzidos por pessoas. Quando a interface não torna essa origem visível, a pessoa pode interpretar o resultado como humano, definitivo ou revisado, mesmo quando o sistema não oferece essa garantia.
A decisão desta regra não é rotular qualquer uso auxiliar de IA. O foco é tornar identificável o conteúdo que foi gerado ou alterado de forma material pela IA, no ponto em que a pessoa precisa interpretar, verificar ou usar esse resultado.
Identifique o conteúdo gerado ou materialmente transformado por IA com um rótulo textual claro, próximo do conteúdo ao qual ele se refere. Use uma posição consistente e mantenha a indicação visível no estado em que a pessoa consulta ou utiliza o resultado.
Quando a IA estiver presente apenas em parte de um conjunto, indique o escopo correspondente. Um resultado de tabela, cartão, campo ou trecho gerado por IA não deve fazer a pessoa concluir que todo o restante também foi produzido pela IA.
Se houver necessidade de explicar a origem, o modelo, as fontes, os dados usados ou a revisão humana, permita acessar essas informações por uma interação identificável, como o próprio rótulo. Não esconda a informação essencial somente em hover ou em uma dica que não funciona no teclado.
Use termos que descrevam o que realmente aconteceu, como “Gerado por IA” ou “Criado com IA”. Não use “Revisado por humano”, “Verificado” ou equivalente sem confirmação real desse processo.
Porque isso importa?
A transparência ajuda a pessoa a distinguir conteúdo de IA de conteúdo humano e a calibrar a necessidade de verificação. Diretrizes da Microsoft Fluent recomendam comunicar onde e como a IA é usada, indicar respostas geradas por IA e não apresentá-las como plenamente confiáveis sem verificação. O Carbon Design System trata o AI label como um caminho de reconhecimento e explicabilidade, não como decoração.
O rótulo é um sinal de origem, não uma prova de exatidão. Ele deve trabalhar junto de fontes, revisão, controles e comunicação de incerteza quando esses elementos forem necessários. Algumas jurisdições também têm obrigações específicas de transparência para determinados sistemas de IA, por isso a decisão final deve considerar o contexto regulatório aplicável.
Quando usar?
- Quando a IA gerar textos, imagens, áudio, código, dados, resumos ou classificações exibidos na interface.
- Quando a IA reescrever, completar ou transformar materialmente um conteúdo fornecido pela pessoa.
- Quando a IA produzir uma recomendação, interpretação ou síntese que possa orientar uma decisão.
- Quando apenas parte de uma tabela, cartão, campo ou lista tiver sido gerada por IA e o escopo precisar ficar claro.
- Quando a presença da IA não for óbvia para a pessoa, sobretudo em resultados que podem ser publicados, compartilhados ou usados para agir.
Quando evitar?
- Não rotule a página ou o conjunto inteiro apenas porque uma função de IA existe em outra parte da experiência.
- Não trate uma pequena assistência, como uma correção ortográfica, como equivalente a conteúdo inteiramente gerado sem avaliar o contexto.
- Não use o rótulo para sugerir revisão humana, verificação ou precisão que não aconteceram.
- Não esconda a informação essencial somente em hover, tooltip ou interação inacessível.
- Não use um brilho ou símbolo de IA sem texto ou nome acessível que explique a origem.
Recomendações
Faça
- Mostre um rótulo textual claro, como “Gerado por IA” ou “Criado com IA”.
- Posicione o rótulo próximo do conteúdo ao qual ele se refere.
- Indique o escopo exato quando somente parte do conteúdo tiver sido gerada.
- Mantenha a indicação consistente em listas, cartões, tabelas e estados relacionados.
- Ofereça explicações adicionais quando a origem, as fontes, os dados ou a revisão forem relevantes.
- Diferencie a origem do conteúdo de uma eventual revisão humana.
Evite
- Não dependa apenas de cor, ícone ou brilho para comunicar a origem.
- Não espalhe o rótulo para conteúdos que não foram gerados ou transformados pela IA.
- Não use termos vagos que escondam o papel real da IA.
- Não apresente a indicação como selo de qualidade ou prova de exatidão.
- Não remova a indicação em um estado no qual a pessoa ainda pode interpretar ou reutilizar o conteúdo.
- Não faça a pessoa procurar em outra tela a informação essencial sobre a origem.